Biocombustíveis alternativos: tecnologia limpa para mover o mundo.
A necessidade de produção de combustíveis limpos e auto-sustentáveis vêm gerando uma série de pesquisas e o desenvolvimento de novas tecnologias por todo o mundo. No Tocantins, duas iniciativas ganharam destaque e atraíram a atenção de possíveis grandes investidores: A produção de um biocombustível sólido para a utilização na indústria feito a partir do coco do babaçu e o álcool combustível desenvolvido pela UFT, obtido através da batata doce.
A Tobasa, em Tocantinópolis é a responsável pela tecnologia Bioflayr: Um equipamento criado para processar a biomassa do babaçu, produzindo energia como fonte de calor para alimentar caldeiras, secadoras e muitos outros equipamentos industriais, tem uma enorme perspectiva de sucesso, devido ao baixo custo da matéria prima e a facilidade de sua manutenção.
Já na UFT, uma equipe de pesquisadores chefiada pelo Professor Márcio da Silveira obteve resultados surpreendentes não apenas em desenvolver a tecnologia de produção do etanol a partir da batata doce, mas também no estudo genético da planta. Assim, a variedade desenvolvida pela equipe é capaz de produzir um combustível de alto rendimento e grande viabilidade econômica.
Segundo o coordenador do projeto, a batata-doce tem menor ciclo de cultivo em relação à cana-de-açúcar (safra de 6 meses), maior produtividade (170 litros por tonelada, contra 150 da cana) e requer solos menos ricos para plantio (podendo ser até os arenosos). Do ponto de vista ambiental, necessita de um menor volume de água durante o plantio.
Economicamente, o etanol da batata-doce pode sofrer processamento a baixo custo e ser utilizado como matéria-prima na indústria farmacêutica, de cosméticos e bebidas. Além disso, o bagaço resultante da moagem da batata concentra 17% de proteínas, sendo uma excelente ração animal. Para cada litro produzido, um suíno pode ser alimentado, por exemplo.Outra vantagem é que a batata-doce pode ser cultivada em pequenas e médias propriedades. É aí que entra a inclusão do agricultor familiar. Assim, segundo enumerou Silveira, o etanol da batata-doce é o único que agrega vantagens nas áreas social, ambiental e econômica, se comparado não apenas ao etanol da cana-de-açúcar, mas também ao da mandioca e do milho, que já é produzido em larga escala no mercado norte-americano.
sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010
NOVAS TECNOLOGIAS
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